quarta-feira, 3 de julho de 2019

Informações do INEP sobre o ENEM DIGITAL

O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) terá aplicação digital a partir de 2020. No primeiro ano da novidade, a aplicação ocorrerá em modelo piloto. A implantação do Enem Digital será progressiva, com início no próximo ano e previsão de consolidação em 2026. Nada muda para os participantes inscritos em 2019.
As primeiras aplicações digitais serão opcionais. Os participantes poderão escolher, no ato de inscrição, pela aplicação piloto no modelo digital ou pela tradicional prova em papel. No primeiro ano de teste, o modelo digital será aplicado para 50 mil pessoas em 15 capitais do país.
Com essa nova versão, por meio de computador, o governo federal pretende realizar o exame em várias datas ao longo do ano, por agendamento. A aplicação permanecerá em dois domingos, nos dias 11 e 18 de outubro de 2020, e os resultados serão divulgados de forma conjunta.
Em 2020, portanto, o Enem terá três aplicações: a digital, a regular e a reaplicação. Este último caso é voltado para candidatos prejudicados por algum problema logístico ou de infraestrutura durante a realização da prova digital. Eles terão direito à reaplicação, que ocorrerá em papel.
Há também uma economia com a impressão de papel e um ganho para o meio ambiente. Somente em 2019, mais de 10,2 milhões de provas serão impressas para o Enem. Os custos da aplicação superam R$ 500 milhões para os mais de 5 milhões de participantes confirmados na edição.
Do ponto de vista técnico, o Enem Digital vai permitir a utilização de novos tipos de questões com vídeos, infográficos e até a lógica dos games. Também será possível aplicar o Enem em mais municípios.
O Ministério da Educação, por meio do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) já se prepara para a aplicação piloto em 2020, com o desenvolvimento/aquisição da plataforma digital e desenho da aplicação a partir de dados coletados pelo Censo Escolar.
Mudança progressiva – O Enem Digital será implantado gradualmente. Em 2019, a aplicação será em papel, como nas demais 21 edições do exame, e haverá a aplicação regular e a reaplicação.
Em 2021, serão realizadas duas aplicações digitais, em datas distintas, agendadas previamente, também opcionais. A edição servirá como aprimoramento do piloto. Permanecem a aplicação regular e a reaplicação em papel.
De 2022 a 2025, o Enem Digital seguirá sendo aprimorado. A previsão do Inep é realizar até quatro aplicações digitais, em datas distintas, com agendamento prévio e ainda opcional para os participantes.
Em 2026, a versão em papel para de ser distribuída e o exame só será em formato digital. A consolidação do modelo digital será marcada por diversas aplicações regulares ao longo do ano, por agendamento, em todo o país, e reaplicação também em modelo digital.
Confira as capitais que receberão a prova em formato digital em 2020
  • Belém (PA);
  • Belo Horizonte (MG);
  • Brasília (DF);
  • Campo Grande (MS);
  • Cuiabá (MT);
  • Curitiba (PR);
  • Florianópolis (SC);
  • Goiânia (GO);
  • João Pessoa (PB);
  • Manaus (AM);
  • Porto Alegre (RS);
  • Recife (PE);
  • Rio de Janeiro (RJ);
  • Salvador (BA);
  • São Paulo (SP).
http://portal.inep.gov.br/artigo/-/asset_publisher/B4AQV9zFY7Bv/content/id/6700267

ENEM DIGITAL

BRASÍLIA- O Ministério da Educação (MEC) anunciou nesta quarta-feira que em 2020 vai aplicar o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) digitalmente para 50 mil candidatos, em 15 capitais do país. Os planos do MEC são de que em 2026 já não haja mais a prova impressa. Os estudantes que prestam a prova nesse ano, no entanto, não serão afetados com nenhuma mudança.

— A ideia é fazer vários Enems ao longo do ano por agendamento — anunciou o presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), Alexandre Lopes, em coletiva de imprensa.
No ano que vem, 50 mil candidatos já poderão optar se farão o modelo piloto digital ou se farão a prova tradicional impressa.  No caso dos candidatos que forem fazer a prova nos moldes tradicionais, a prova continuará sendo aplicada em dois domingos consecutivos, segundo o Inep, em 11 e 18 de outubro.
O número de aplicações aumentará progressivamente. Em 2021, serão feitas duas aplicações digitais da prova. Depois, a partir de 2022 a ideia do MEC é viabilizar a aplicação da prova em quatro ocasiões em datas diferentes agendadas ao longo do ano.
De acordo com o Inep, a versão digital da prova viabilizará questões que utilizem games, vídeos e infográficos. 

O governo cita como argumento central para a mudança na prova a economia de dinheiro, já que, segundo dados oficiais, a aplicação da prova impressa supera R$ 500 milhões de reais. Outra justificativa é que a mudança traria ganhos para o meio ambiente.
Florianópolis é uma das capitais que terão a aplicação já em 2020.
Fonte: https://oglobo.globo.com/sociedade/educacao/enem-sera-100-digital-ate-2026-23780353


quarta-feira, 19 de junho de 2019

A importância do trabalho de ressocialização de detentos.



Segue abaixo reportagem do Unisul Hoje sobre esta experiência incrível que tive!


Triste. Frio. Sofrido. Essas, foram as primeiras impressões tiradas de uma sala pequena, sem janela, decorada apenas por algumas carteiras e um quadro negro. A princípio uma situação desanimadora. Entretanto, a sensação aflitiva logo foi embora, quando as cadeiras foram ocupadas por olhares interessados a espera de alguém que lhes mostrasse o caminho para um futuro melhor, mais promissor. Foi assim, a noite de quarta-feira (29), onde o responsável pelo Unisul.Futuro, Ronnie Baasch palestrou para detentos da Penitenciária Estadual de Florianópolis.
Ronnie, que coordena o projeto Unisul.Futuro, ministra palestras para estudantes tanto de escolas públicas, quanto de escolas particulares, com o intuito de promover uma orientação e direcionamento para as formas de ingresso no Ensino Superior. A palestra na penitenciária surgiu por meio de um desses trabalhos.
‘’Uma diretora de escola pública me convidou para proferir uma palestra numa penitenciária em um curso pré-vestibular voluntário, oferecido por eles. Atendendo ao convite eu fui até lá. Seria uma palestra específica sobre as formas de ingresso no ensino superior. São alunos que estão fazendo um pré-vestibular voluntário dentro da penitenciária e eu falaria com eles como são as formas de ingresso, como podem utilizar a nota do Enem, como conquistar uma bolsa e como podem se reinserir dentro desse Universo’’, conta.
Já na entrada, Ronnie percebe distinções no ambiente. É diferente do que costuma encontrar em outras palestras que promove: ‘’A gente já percebe a diferença na entrada, porque você passa por uma série de processos de identificação e protocolos de entrada no local. A única coisa que eu pude levar foi um pen drive e uma caneta para escrever no quadro. Não pude entrar com pasta, computador, carteira e celular, principalmente. Tudo ficou num ambiente reservado na entrada da penitenciária’’, relata. Após os protocolos iniciais, Ronnie foi direcionado a sala onde daria a palestra.
A palestra foi direcionada para 12 detentos, com faixa etária acima de 20 anos. Alguns pertenciam ao regime fechado que iriam progredir de regime no segundo semestre de 2019 e outros pertenciam ao regime semiaberto, que saem durante o dia, mas precisam voltar à noite para a penitenciária.
‘’Nesse local tive uma primeira impressão muito fria, pois havia celas, corredores, portas gradeadas, igual nos filmes. O local onde eles tinham aula era uma cela sem janelas, um ambiente pequeno, com carteiras e um quadro para poder utilizar. Nesse primeiro momento eu tive uma impressão um pouco triste, pois o lugar estava vazio, não tinha ninguém ali e a gente via que era um lugar de sofrimento. Conforme fui falando e vendo o interesse deles a minha percepção foi mudando. Eles estavam muito interessados em saber como faz para entrar no ensino superior. Demonstraram uma vontade de mudar de vida mesmo”, conta.
Ronnie disse que parecia uma sala de quinta série do ensino fundamental, quando as crianças descobrem algo que o professor traz de novo e arregalam os olhos. “Eles reagiram dessa maneira, deu para perceber que ficaram felizes com aquilo, as reações foram muito boas e isso me deixou extremamente realizado. Pude perceber que oportunidade legal que eu tive e a importância que tem os projetos de ressocialização, o quanto é importante a sociedade abraçar as pessoas, independentemente da situação”.
Para Ronnie, o trabalho do Departamento de Administração Prisional (DEAP) é fundamental para que os detentos possam ter oportunidades de ingresso: ‘’É muito importante este o trabalho do DEAP. Eles têm projetos dentro de penitenciárias para poder levar saúde e educação para os detentos. Um projeto pré-vestibular é um projeto voluntário, são professores voluntários que passam a esses alunos informações que sejam pertinentes para que eles possam fazer os vestibulares e o ENEM de uma forma mais assertiva’’, ressalta.
Ronnie ressalta ainda a importância da educação no processo de ressocialização: ‘’Talvez essas pessoas em algum momento da vida, tenham feito escolhas erradas muitas vezes pela falta de informação. Pode ser que se acaso tivessem a oportunidade de receber informações, o caminho fosse outro, tomassem outra decisão. Os índices de violência não estão atrelados ao índice de desemprego, mas estão atrelados aos índices de evasão escolar, existem estudos que falam isso. Então a continuidade dos estudos para quem está passando por um processo de ressocialização é fundamental”.
Segundo dados da Secretaria de Estado da Educação de outubro de 2018, no sistema prisional catarinense, 6.752 detentos estudam. Existem cerca de 159 salas de aula, equivalente a uma média de 3,2 salas por unidade prisional.

segunda-feira, 18 de março de 2019

Um pré-vestibular chamado Ensino Médio.



O Ensino Médio é um pré-vestibular de três anos e os estudantes precisam enxergar isso! A mudança de ciclo para o Ensino Médio traz um volume maior de conteúdos,  mais disciplinas e, principalmente mais responsabilidades. O Estudante precisa de orientação com relação a sua conduta e traçar com a Coordenação um plano para que ele conquiste seus objetivos ao final do ciclo. 

Independente da conduta pedagógica do Colégio e das suas diretrizes de Ensino e formação humana, o estudante ao final do Ensino Médio, inevitavelmente passará por um funil para poder dar início ao próximo ciclo. O advento dos cursinhos pré-vestibulares surgiu de uma demanda emergente de candidatos que não conquistavam suas vagas nas Universidades, após concluído o Ensino Médio. Por que isso acontece?

Normalmente o estudante passa pelas duas primeiras séries e acaba se dando conta, apenas na 3a série do Ensino Médio, de que é necessário colocar à prova todo o aprendizado ao final do ciclo, e aí vemos os chamados “terceirões” espalhados pelos colégios, abordando os assuntos referentes a série, mas também contemplando uma revisão de conteúdos das séries anteriores.

Quando isso acontece, as chances de eventuais interferências  também aumentam, pois a pressão exercida no estudante é muito maior pelo pouco tempo que resta para a prova, bem como pela quantidade exorbitante de conteúdos para retomar e estudar. É comum os estudantes sofrerem com ansiedade (se ficarmos apenas por esse exemplo) e com isso colocar a perder todo o ciclo.


Ne medida que o estudante possui a orientação correta a partir da 1a série do Ensino Médio, ele poderá colocar em prática as mudanças necessárias para o aumento de performance, bem como se preparar efetivamente para uma prova que ocorre no final do ciclo, maximizando as chances de ingresso na Universidade. Tudo isso sem deixar de fazer as coisas que ele gosta e precisa fazer para ter uma vida saudável! Família, amigos, namorar, praticar esportes, participar de festas e eventos. Quando se tem um planejamento com um objetivo bem definido, que é o ingresso na Universidade, a partir da 1a série, aí sim o estudante viverá plenamente este ciclo chamado Ensino Médio como um grande pré-vestibular.

quinta-feira, 31 de janeiro de 2019

Agora é a vez do PROUNI

Findado o processo relativo ao SISU com a divulgação dos classificados e todo o infortúnio de problemas no sistema para as inscrições, agora temos a vez do PROUNI, Programa Universidade Para Todos, do Governo Federal. 

São vagas ofertadas em Universidades privadas e comunitárias através de bolsa de estudos parciais (50%) ou integrais, desde que cumpridos os critérios de seleção.

Este programa atende uma camada específica de candidatos, que fizeram o ENEM 2018. Atende seguindo determinados critérios, e os principais deles são:

  1. ter cursado o ensino médio completamente em escola pública
  2. ter cursado o ensino médio completamente em escola privada, desde que na condição de bolsista integral
  3. ter cursado o ensino médio parcialmente em escola privada, desde que na condição de bolsista integral
  4. ser portador de uma deficiência
  5. ser professor do quadro permanente de uma escola pública (nesse caso, o critério de renda familiar não se aplica)
Caso o candidato seja classificado com a nota do ENEM, ele ainda precisa apresentar documentos para poder ter direito a bolsa. Mais informações sobre esta fase e o cronograma após a classificação você encontra em: